Para contar a “História” da foto que entrará no próximo post, precisarei voltar ao “Tempo Passado” em um período anterior ao post “Um fim entre o mar e o progresso…”. Um dos momentos “chave” na minha trajetória profissional e fotográfica:
A fotografia entrou na vida por definitivo, através da minha trajetória profissional como design e publicitária. Em busca de horizontes profissionais surgiu um desafio. Estaria envolvida com a instalação e desenvolvimento de serviços digitais para, na época, o maior laboratório fotográfico da América Latina: Deplá.

Parte das minhas referências: Photoshop 5.0
O Laboratório central localizava-se no bairro Fonseca, em Niterói. Cheguei junto com o primeiro Mini-lab Digital adquirido por uma empresa em todo Rio de Janeiro. Vivíamos ausência de referências e treinamentos na cidade e no país, no que se referia a implantação dos serviços ligados a fotografia digital e ajustes dos próprios equipamentos. Recordo-me bem da primeira ferramenta e referência que me deram: o manual original do Adobe Photoshop 5.0. Teria a partir daí, mais 5 dias para entender o programa, o equipamento e para finalizar testes com um computador que era ligado ao Mini-lab. Precisava alcançar a qualidade necessária para atender todas as lojas da rede no estado do Rio e as lojas de Juiz de Fora e Belo Horizonte. Nada mal para que buscava novos desafios, não?

Minilab Noristu utilizado no laboratório, no qual meu computador de trabalho ficava ligado.
Trabalhava em um computador que ficava ligado ao Mini-lab, onde executava todos os serviços digitais (reprodução de foto por processo digital, restauração de fotografia, além de cuidar do desenvolvimento e qualidade desse setor), e no horário determinado pela produção do laboratório, mandava “imprimir” os serviços. O Mini-lab atendia a empresa na impressão de serviços digitais, dava saída dos serviços de filmes APS (uma novidade recente na época) para toda a rede e de serviços de impressão, além de fazer cópias com entregas rápidas (1 hora para o bairro Fonseca e 24hs para toda a rede De Plá) até o tamanho 30×45. Meu primeiro problema: tempo para executar e imprimir dentro de uma prestadora de serviço de grande escala. O segundo? Por ser uma tecnologia nova, acabei me encontrando com todos os “bugs” que alguém possa imaginar, no meio de toda essa produção de serviços. Literalmente, dentro daquele laboratório, eu alimentava meus olhos com fotografias de todos os gêneros e gostos.

Interface do Adobe Photoshop 5.0
No meio dessas vivências, conheci a mestra Bebel. Uma pessoa simples e nobre como ser humano, que trabalhava com a documentação fotográfica e pesquisa da cultura indígena brasileira e com a implantação do Espaço e ações culturais da empresa. Não demorou a iniciarmos um trabalho em parceria, onde eu cuidava do design de seus materiais. Nasceu ai uma grande amizade e a oportunidade de aprender com ela a escrever com luz: fotografar.
Enfim… Estava eu vivendo diretamente no período tradicional da fotografia, os filmes/película; e a chegada do que poderia ser o futuro dela, o novo: a fotografia digital.
3 Comentários
Moça, que coragem!
Eu nem posso imaginar o que deve ter sido esse começo da revelação digital por aqui pelo Brasil…e…entender o photoshop, mesmo o 5.0, em menos de uma semana?
Só posso dizer uma coisa: guerreira!
(fiquei muito curioso quanto ás fotos que você deve ter visto nestes primeiros meses…de fato, deve ter sido uma experiência incrível)
Incrível também saber deste seu contato com a Bebel, sempre quis poder trabalhar com culturas indígenas, sinto uma forte ligação, porém, nunca tive chance.
Continuo leitor assíduo do blog, mas essa semana de Natal e depois Ano Novo tem me afastado um tico do PC, fiquei feliz em receber sua recomendação pra vir ler, e, já aguardo, ansioso, o próximo post.
Beijos
Bons tempos esses em Bruna.
Vendo essa tela do photoshop 5, me lembrei de quando fui apresentado ao programa, porque foi exatamente nesta versão que passei a trabalhar com ele em nossa redação, primordialmente no tratamento de imagens do jornal.
Foi uma grande escola e de lá pra cá a coisa não parou mais de evoluir.
E você teve que aliar muito bem a novidade digital aos padrões até então analógicos. Desafios que no começo a gente não tinha nem idéia de onde chegaria. Isso se podemos saber ainda até onde dará para chegar. =)
Bjos.
oi! tudo bem? como assim no blog do pedro martinelli? tem link meu lá?? eita
beijo, brigado!